Vivemos um Big Brother 2.0

A Rede Globo de Televisão fatura milhões com a inserção de publicidade em seu Reality Show que coleta cobaias em um formato muto similar à um “Show de Truman”.
Mas isso não é tão espetáculo assim…

Se formos pensar, nós, míseros mortais que vivemos e acompanhamos as tendência do século 21, e acreditamos que as tecnologias estão aí realmente para nos auxiliarem em uma vida mais simplificada e inteligente, também sofremos esse tipo de “experiência”. Quem hoje não tem um perfil no Orkut, um Blog para noticiar ou desabafar algo, ou participa de um fórum para mostrar que também é formador de opinião!? O interessante é, que querendo ou não, estamos compartilhando tudo que é nosso, inclusive as nossas maiores particularidades, com os outros.

Enquanto os protagonistas da televisão, utilizam a Globo para mostrar quem são, nós, míseros mortais que não concorremos há 1 milhão de Reais, utilizamos Orkuts, Fóruns, Messengers, Favebooks, My Spaces, Jaikus e Twitters para fazer praticamente o mesmo.
Por isso que eu digo muitas vezes, que o nosso inconsciente muitas vezes não percebe, mas vivemos em um chamado Big Brother 2.0.

Com o avanço das tecnologias, em prol da sociedade democrática, cada vez mais acabamos sendo espionados um pelos outros.

Por um lado, isso nos ajuda e muito em fortificar o nosso networking.

Eu mesmo, por experiência própria, consegui grandes feitos graças ao blog que eu carrego comigo. Fiz grandes amizades com ele, e espero fazer ainda muitas outras.

São amizades consistentes, digamos, relevantes.

E assim como no programa da emissora de Jacarepaguá, o nosso reality show também não nos obriga à participar. Isso tudo é pura vaidade.

Quem não gosta de ser reconhecido!? Abocanhar um espaço em um universo tendencioso e muitas vezes, por puro “modismo”!? O Twitter está aí para responder isso…

Do outro lado, as empresas mais antenadas e conectadas, estão olhando esses fatores com bons olhos. Outras não.

O porquê de toda essa variedade de opiniões, por parte dos grandes executivos é, que agora, com todas essas redes sociais, onde todos tem voz ativa, fica mais fácil fazer uma simples virgula mal colocada pela instituição, virar alvo de chacotas e comentários desfavoráveis.

Por outro lado, as empresas criam um relacionamento mais humano com seus clientes, fornecedores e afins. E ao escutar mais o público, que de alguma forma consome aqueles seus serviços e produtos, começam a entender mais que são nestas críticas e/ou elogios, que as empresas enxergam as oportunidades de mudança, estratégias mais relevantes e coisas do tipo.

Afinal, todos nós publicitários sabemos, que são nos problemas que encontramos a solução.

Autor: Gabriel Jacob

Deixe um comentário